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terça-feira, 15 de maio de 2012

308 e Cruze Sport6 renovam mercado de médios


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308 e Cruze Sport6 renovam mercado de médios
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Dois modelos do segmento de hatches médios penduraram a chuteira no começo de 2012. O Peugeot 307 deu lugar ao 308, enquanto o Chevrolet Vectra GT foi substituído pelo Cruze Sport6. A linha do Peugeot inclui cinco versões de acabamento, com motor de 1,6 litro e 2,0 litros flex, enquanto a do Chevrolet é vendida em quatro configurações, todas com motor de 1,8 litro bicombustível. Em ambos os casos, há opção de câmbio manual ou automático.

Na comparação entre preços, o iCarros selecionou a versão Feline 2.0, topo de linha do Peugeot, que custa R$ 70.990, e a intermediária LT, também automática, do Cruze, que sai por R$ 69.900. As duas montadoras cobram pela pintura metálica: são R$ 1.100 desembolsados no Peugeot e R$ 990 no Chevrolet, não somados nos valores citados.

Os dois modelos são equipados com airbags frontais e laterais, controle de estabilidade e de tração, freios ABS, trio elétrico, sensor de chuva, ar-condicionado digital, rodas de liga leve de 17 polegadas, regulagem manual do banco do motorista e de altura e profundidade da direção, além de limitador de velocidade. O 308 soma à lista airbags de cortina, rebatimento elétrico dos retrovisores externos, teto solar panorâmico, sensor de farois e de estacionamento. A direção é elétrica progressiva no Chevrolet e eletro-hidráulica no Peugeot.

308 chega atrasado, enquanto Sport6 herda elementos do Cruze

O 308 começOU a ser vendido no Brasil em março, importado da Argentina, mais de quatro anos após seu lançamento na Europa - que foi durante o Salão de Frankfurt de 2007. Além das diferenças visuais em comparação ao 307, o 308 é 6,4 cm mais comprido e 5,3 cm mais largo que seu antecessor.

No que diz respeito ao motor, somente a unidade de 1,6 litro recebeu novidade, com a incorporação do sistema Flex Start, que dispensa o uso do tanquinho de gasolina para a partida a frio. A tecnologia, no entanto, não está disponível na versão com motor de 2,0 litros, escolhida para a avaliação. A unidade mais potente possui 151 cv de potência e 22 mkgf de torque (etanol). A transmissão automática de quatro velocidades oferece possibilidade de troca manual por meio da alavanca de câmbio.

Lançado em abril, o Sport6 é a configuração hatch do sedã Cruze. O irmão menor herdou diversos elementos, não só visuais como mecânicos, da versão três-volumes. A começar pela dianteira, cuja diferença está somente na parte de baixo, com uma pequena grade em forma de colmeia.

O conjunto mecânico, também compartilhado pelo sedã, é formado por um motor de 1,8 litro Ecotec6, também de 16V, que gera 144 cv de potência e 18,9 mkgf de torque (etanol). O câmbio automático de seis velocidades possui opção de mudança por meio da alavanca, assim como o 308. 

Visualmente, os dois hatches são atraentes. A aparência clássica do modelo de origem francesa contrasta com seus grandes farois; o resultado, no entanto é harmonioso. O Sport6 tem uma aparência mais invocada, em função da grande grade dianteira e dos vincos na traseira. Por dentro, o 308 se mostra mais bem acabado que o rival, tanto pelo desenho do painel e dos mostradores como pela qualidade do material usado. No que diz respeito ao espaço, o Cruze perde na capacidade do porta-malas (403 l contra 430 litros no 308), mas acomoda cinco adultos com mais comodidade, graças aos oito cm a mais na distância entre os eixos (2,60 m versus 2,68 metros).

Ao volante, o Sport6 é mais agradável para dirigir. Apesar de o motor ter menos potência que o do rival, a sintonia entre o bloco e o câmbio é mais afinada. Além disso, a suspensão mais rígida faz com que a carroceria oscline menos, ao contrário do 308, cuja sensação é de estar quase o tempo inteiro balançando. Na arrancada e em ultrapassagens, os dois modelos mostram mais resultado com o câmbio no modo manual; no drive, o pé precisa ir fundo no acelerador para ganhar velocidade. A quinta e sexta marcha do Cruze fazem diferença quando é exigida mais velocidade, sem comprometimento do silêncio a bordo.

A direção elétrica do Cruze se adapta conforme a velocidade. É bastante leve nas manobras e mais firme na estrada. A posição, no entanto, pode incomodar no começo por ser baixa demais, mesmo quando ajustada para cima. E esta característica interfere na posição para dirigir. O 308 acomoda melhor o motorista. Nos dois casos, as montadoras ficaram devendo ajuste elétrico do banco.

Veredicto de Anelisa Lopes - o 308 é pouco mais de R$ 1.000 mais caro que o Cruze Sport6. A diferença de preço não interfere quando se leva em consideração que é mais equipado que o da Chevrolet. Outro ponto que conta a favor do hatch de origem francesa é o acabamento interno, mais atraente e bem acabado. As vantagens citadas contam a favor do Peugeot, mas não são suficientes para bater o rival da Chevrolet no quesito experiência ao dirigir. A condução do Sport6 é mais prazerosa em função da boa sintonia entre motor e câmbio automático de seis velocidades, além de oferecer mais estabilidade em razão do consjunto da suspensão mais rígido.

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